The Dark Knight Rises

Quem for ler esse texto, provavelmente ache que eu não gostei do novo Batman. Muito pelo contrário, na verdade. Esse desfecho da trilogia de Nolan é muito bem feito, grandioso, estimulante, com uma técnica competente e um elenco invejável. Não, não pensem que eu não gostei desse novo Batman. Admiro o trabalho do Tom Hardy (notem o quão expressivos são os olhos dele), da Anne Hathaway (fazendo uma excelente Mulher Gato – apesar de sabiamente nunca ser chamada dessa maneira), e de, principalmente, Michael Caine. Esse último bom velhinho entrega pelo o menos duas cenas memoráveis (infelizmente, a segunda é picotada pela montagem), sendo que uma dessas é a que considero a melhor de todo o longa.

Talvez o fato de ter preferido no filme a cena em que o Alfred “rompe” com o Bruce, seja um reflexo de que, regra geral, qualquer filme atinge um outro nível de excelência quando aposta em dar complexidade aos seus personagens. Não à toa considero a cena de “The Dark Knight” onde o Coringa (vivido pelo eterno Heath Ledger) e o Batman tem um embate psicológico na sala da delegacia, a melhor do filme (e o próprio Nolan também admitiu ser sua predileta). Uma cena onde a gradação é dada pelas atuações, pela habilidade do texto, pela engenhosa construção, pela simplicidade.

Enfim, vamos ao novo Batman. Não farei uma crítica em si. Não quero avaliar o filme pesando prós e contras, mas quero atentar para detalhes que às vezes passam despercebidos. Dessa vez nem vou me ater à elogios (até porque a síntese do que admirei no filme veio no início desse texto), mas sim aos pequenos defeitos que me fizeram enxergar esse Batman não como uma decepção (pois acho um termo pesado), mas como “apenas” um bom filme.

1. É muito didático. Em 2010 Nolan entregou “A Origem”, que é um filme muito mais engenhoso que sua trilogia do Batman e mesmo assim não trabalhou com metade do didatismo que usa aqui. Notem na cena onde Selina Kyle busca pelo “ficha limpa”, e Nolan faz QUESTÃO de explicar palavra por palavra o que é isso. Não, não basta dizer somente uma frase, ele faz o personagem Daggett falar praticamente um monólogo explicando sobre esse tal software que Selina quer roubar. “Você põe seu nome, data de nascimento, e todos os dados blá blá blá…”. Ok, talvez seja algo pequeno, mas no contexto incomoda bastante. Em “A Origem” Nolan explica ao espectador o que é o “limbo” de maneira muito mais rápida (e eficaz). E eu só acho que o limbo é um conceito um tanto maior que o “ficha limpa”. E nisso eu nem vou falar de Marion Cottilard à lá vilã Jamesbondiana explicando tintin por tintin do seu grande plano maligno. Próximo!

2. A cronologia. É muito raro uma cronologia me incomodar tanto, mas esse foi o caso. Como se não bastasse os robustos OITO anos entre “The Dark Knight” e “The Dark Knight Rises”, toda a corrida da bomba-relógio soa desforme. Primeiramente: OITO anos?! OITO?! Ele não podia pôr quatro ou cinco anos entre os dois filmes, e emprestar PELO O MENOS seis meses pra Bruce Wayne se curar de uma VIOLENTA lesão da coluna e fugir de uma prisão que só uma pessoa no mundo conseguiu fugir antes dele?! Bruce se cura da coluna (amarrado em uma corda, diga-se de passagem), treina pesado, foge da prisão ‘inviolável’ que fica Deus-sabe-onde e volta pra Gothan City em quatro meses e pouco. E a tal da bomba? Bem, primeiro são cinco meses até explodir, daí passam algumas cenas e ouvimos que faltam 23 dias, e um pouco mais a frente Gordon fala: “A bomba explode amanhã”. AMANHÃ?! SÉRIO? Que calendário disléxico é esse? Ok ok, daí dizem “- Você não queria que ele mostrasse dia-a-dia, não é?”. Claro que não. Mas isso fica tão “jogado”, que não fica claro para o espectador o peso desse tempo. Talvez um pouquinho de fade out não matasse ninguém, Nolan (vejamos “O Artista”). Bem como não fica nítida “A Cruz dos Anos” [vejam esse filme, muito bom 🙂 ] entre o filme anterior e esse. São erros que se tornam irritantes por serem tão bobos (e fáceis de se corrigir).

3. Diálogos. CALMA, CALMA. Não vou falar mal dos diálogos em si. Algumas cenas são muito bem escritas e isso é inegável. Mas em outras, temos algo tão mediano que faz vergonha. Quando Bane encontra o Batman para o confronto final, temos a pérola: “- Você voltou para morrer em sua cidade?” “- Não, voltei para derrotar você” (ou algo do tipo), e aí começa a pancadaria. Vocês devem estar pensando que estou sendo encrenqueiro demais com o filme, mas é porque eu sou adepto ao: Se não tem capacidade pra criar uma boa frase de efeito, não ao faça. O que me parece é que nessa cena os irmãos Nolan não tiveram mais criatividade para criar uma frase legal, daí botaram essa e disseram: “É o que tem”. Ou então na cena onde Bane intimida Daggett e então, tremendo, Daggett diz: “Você é puro mal”. Puro mal?! Veja bem… (coçando a cabeça)

4. Proporções. Na verdade essa questão de proporções é muito extensa. O filme não só é problemático em termos de proporções no que tange alguns atos, mas, como disse anteriormente, ele falha na própria questão de proporção temporal. A idéia que fica são de grandes eventos mal explorados. Vejamos: A tal bomba é falada durante 2/3 do filme, que destruiria a cidade e tal… Mas, quando ela explode no final, é algo tão… Ínfimo… Tá, não precisa ser um show de fogos de artifício (como diria a grande Amanda Aouad, do Cine Pipoca Cult), mas algo realmente grandioso pelo o menos. No final das contas vemos um pequeno cogumelo, e pronto. O que aparenta é que aquilo não ia dar nem pra destruir um único bairro de Gothan.

Quase nunca temos o impacto que algumas cenas deveriam ter. Os ângulos de câmera não ajudam, os cortes por vezes também não, e por isso algumas cenas de ação são mal orientadas e mal conduzidas. A sequência da explosão do campo de futebol é muito boa (apesar de batida pelos trailers – o que não é culpa do Nolan, CLARO), mas ali cabia um plano mais longo, mais próximo do personagem que tem o chão se abrindo aos seus pés, para sentirmos de verdade aquele desespero. A cena onde Bane quebra as costas de Bruce deveria ser épica, deveria fazer o espectador se curvar de dor (o que não acontece). As cenas de batalha deveria ser duras, violentas, juntamente com algumas cenas de luta, que só se situam como ‘luta’ graças ao trabalho sonoro do filme (pois ouvimos a enfática sonoridade de socos e pontapés). Não pense que eu queria algo como “Os Mercenários”, mas sim algo que me fizesse entender o motivo de tanto clima de horror que paira sobre Gothan. Eu queria ver essa tal violência e opressão. Notem que em “The Dark Knight”, na cena do diálogo da delegacia (que também citei nesse texto), assim que o Batman acende a luz e bate a cabeça do Coringa contra a mesa, Christopher Nolan fecha o plano de uma maneira ágil e sutil, e só esse movimento da câmera, unido ao efeito sonoro, personifica a tal violência que a cena exige, por exemplo. E por esse ser o tal desfecho épico, eu realmente esperava por algo mais corajoso/competente nesse sentido. Nesses parâmetros que citei, “Harry Potter e as Relíquias da Morte” (filme originalmente direcionado para adolescentes) é mais violento que esse Batman. Se duvidar, até “Amanhecer – Parte 1” é mais violento que esse Batman. Enfim…

5. Roteiro. EITA! De novo, não acho o roteiro ruim, mas tem detalhes que não podem ser desconsiderados. Citando alguns, acho bastante preguiçosa a forma como é tratada a história pregressa de Talia, com Flashbacks recortados e com o ÚNICO intuito de enganar o espectador. Também se tem a forma como se desconversa a história de Bane, por exemplo. Algo que eu acredito ser um erro, é a cena onde Miranda Tate (a.k.a. Talia Al Ghul) vê que Bruce retornou à Gothan (leia-se, o Batman está de volta), e mesmo estando no mesmo prédio que Bane, é incapaz de avisar ao seu amado que seu arquiinimigo-que-pode-destruir-seu-grande-plano voltou, e cenas depois, quando o vilão bombado avista o sinal de fogo em formato de morcego (leia-se, o Batman está de volta [2]), diz: “Impossível!”. (novamente uma forma de enrrolar o espectador para não descobrir que Miranda é parceira de Bane ATÉ O MOMENTO DA GRANDE REVELAÇÃO FINAL)

Ainda temos a tal questão: “Como diabos Bruce Wayne voltou para Gothan?”. Até me informaram essa semana que no “The Dark Knight” é dito que a mansão Wayne fica no limiar de Gothan e tem uma tal passagem que vai para tal lugar… Não lembro disso, mas… ENFIM, é ISSO que eu falo de querer enganar o espectador. No universo desse filme foi apresentado que as pontes de contato entre Gothan e o mundo exterior foram destruídas, justamente para limitarmos em nossas mentes esse contexto de Gothan sitiada, para então Nolan usar sua hiper-ultra carta na manga de uma frase no filme anterior e trazer o “príncipe de Gothan” (com um quê de ‘Maria do Bairro’, afinal nunca vi ninguém sofrer tanto) de volta ao seu lar sem que ninguém notasse. Pra se ter uma noção, essa idéia da mansão Wayne estar nessa posição estratégica é tão canastrãozisse que pra todo mundo que eu fiz essa pergunta, de início disseram: “- Ora bolas, ele conseguiu voltar sem que ninguém visse porque… Ele é o Batman!”. Isso não é o que eu chamo de realismo do Nolan…

6. Timing/Montagem. Prometo que é o último. Fora a questão que já falei das lutas não nos darem as devidas noções (e parte disso é responsabilidade da montagem), esse filme me deu a constante impressão que eles tinham um material imenso pra ser reduzidos a 2h e 40 minutos. De fato eles tinham. No corte final (inicial!) foram de mais de 4 horas. Mas quando o espectador sente essa falta de tom, essa irregularidade temporal, e uma trama picotada, é sinal que algo não está certo. “Árvore da Vida” tem uma versão de diretor de 6 horas, mas a versão de cinema (de pouco mais de 2 horas) não nos dá hora alguma a impressão de trama picotada ou correria pra se contar algo, pelo contrário. Ok, são filmes completamente diferentes e com narrativas distintas, mas eis um exemplo de como essa questão de duração não deveria ser um problema tão grande. Era só cortar algumas sub-subtramas inúteis, enxugar um pouco aqui e ali, e ia ficar bem melhor. Cito também um pequeno take que é onde Gordon observa na tv do seu apartamento no hospital o Batman nas ruas; Daí passam algumas cenas de ação e esse EXATO plano é repetido (sendo que o Batman nem deveria estar de moto nessa segunda vez, mas sim com tal nave de nome peculiar). Reaproveitamento de cena. Amador, não? Depois falam do pobre do Michael Bay…

Puxando esse último ponto, lembro-me de uma conversa que dizia que AS ÚLTIMAS CINCO PÁGINAS DO ROTEIRO DE ‘TDKR’, QUE SÓ CINCO PESSOAS TINHAM LIDO, ERAM TODAS EM CGI. Lenda urbana ou não, me faz refletir. Qual seria o final que Nolan tinha dado para o seu Batman? Teria ele destruído toda a Gothan? (que foi o que eu achei que deveria ter acontecido). O que houve? Esse é só um dos poréns, mas um dia eu desejo poder ver a versão do diretor de TDKR, com suas 4h e tantas. Talvez aí possa ver até onde foi “culpa” do Nolan ou não.

Apesar de não parecer (e do leve sarcasmo e alfinetadas), eu gostei desse filme. Gostei mesmo. E justamente por ter gostado que eu me sinto na obrigação de não poder relevar esse pontos, e perceber que apesar dos pesares, mesmo com todos esses poréns, o filme tem um resultado bastante positivo em sua equação final. Vale citar que ele sofreu um tanto por ser precedido de “TDK” e “A Origem” (filmes que denotam um crescente amadurecimento do Nolan) e também por todo o hype criado pela divulgação (e claro pelo infame acontecimento em Aurora).

Então, após expulsar essas inquietações sobre o filme, resta lembrar de todas as coisas boas. Do soberbo Michael Caine, do elenco ótimo, e dos tantos acertos de diversas ordens. Me resta lembrar da bela cena de milionários num baile de máscaras (à lá “De Olhos Bem Fechados”), e de Anne Hathaway seduzindo os espectadores ao som de Ravel, dizendo: ”There’s a storm coming, Mr. Wayne. You and your friends better batten down the hatches, because when it hits, you’re all gonna wonder how you ever thought you could live so large and leave so little for the rest of us.”. Penso nisso e em tantas outras coisas, principalmente de como o arco da trilogia foi bem encerrado como um todo, numa história que se mostra planejada desde o início. Algo raro de se ver hoje em dia. Algo raro.

Nota: 8. (Que foi alcançada, também, pelo trabalho excelente do mestre Hans Zimmer, esse o verdadeiro arquiteto de emoções.)

😉

Anúncios

9 respostas em “The Dark Knight Rises

  1. Eu não estou tão convencido de que existiam pontas soltas a serem retomadas nesse filme, por isso acho esse fim de trilogia um tanto forçada. Tem-se aqui um filme mais comercial, que não traz as mesmas discussões de ordem moral, social e política dos dois filmes anteriores. Seria um retorno ao tom mais aventuresco das histórias de super-heróis, ainda com aquela pegada realista que o Nolan tão bem introduziu ao universo do homem-morcego. Mas seu maior problema é tentar ser maior que os outros, com mais personagens, reviravoltas e situações grandiosas. Daí que por vezes a coisa desanda, como você pontua muito bem no texto. São tantas coisinhas que o filme só vai enfraquecendo à medida em que a gente junta tudo (e eu podia jurar que sua nora seria menor!). Mas no fim das contas ainda me agradou, apesar de não ser o grande filme que andam propagando.

  2. Vamos começar pela parte que me toca, hehe. : “No final das contas vemos um pequeno cogumelo, e pronto.” – Criatura, você já viu fotos de uma bomba atômica explodindo? Ainda mais vista de mais de 10 km de distância? É um cogumelo e pronto mesmo, hehehe. Só que um cogumelo que se tivesse perto destruiria não apenas você como várias gerações depois.

    No mais, sim, você pontuou pontos controversos do filme, pontas que podem ser apontados como defeito, e acredito que o problema maior tenha sido mesmo de roteiro. De não conseguir dimensionar a história final e quando viu as 4 horas do primeiro corte, teve que sair enxugando de uma maneira mais aleatória…. Mas, não faz com que o filme se torne ruim, ele cumpre o papel e há um pacto com o espectador que não fica se perguntando tanto sobre alguns detalhes. Aí, você pode alegar, mas isso não é certo e eu como crítico tenho que apontar. Nem tanto, pois o problema é que Nolan elevou tanto a expectativa em torno de seus filmes que a gente esquece que é um blockbuster e não um filme de arte. E há licenças poéticas nesse sentido, principalmente se tratando de um filme de super-herói. Falo disso, na questão de tempo e retorno de Batman…

    Quanto a ser didático, é chato mesmo, mas muita gente criticou A Origem por ser “confuso”. Até hoje tem gente que não entende. E mais uma vez, temos que lembrar que ele está lidando com a indústria de entretenimento e tem que atingir a todos.

    Quanto a luta com Bane, discordo. Por mais que não tenha o impacto tão forte da coluna se quebrando, só o fato de não ter música ali e vermos Batman apanhando que nem mala velha, já é impactante.

    • Amandinha, quando eu falo da falta de impacto da bomba, é que seria bacana ao menos um “ventinho” que derrube um pé de feijão pra que justifique toda a história da tal famigerada. Dei o exemplo de “Anjos e Demônios” e você disse ser “fogos de artifício”, hehe concordo, e ali nem era bomba atômica de fato. Mas aqui eu posso te dar outros dois exemplos: Pagando cinema com cinema, temos a explosão de Indiana Jones 4 (http://www.youtube.com/watch?v=VuvwA6vO_KE). Okok fantasioso demais, então usemos testes verídicos como exemplo: http://www.youtube.com/watch?v=-l6Q8Q1smwg & http://www.youtube.com/watch?v=QsB83fAtNQE. Note a onda que se forma, ou a corrente de vento. No filme, a ponte ali do lado da água, e nada… Nem uma chuvinha poética pra abençoar o novo Robin… Vocês estão me fazendo ficar com mais raiva do filme. hahaha

      Eu também não acho o filme ruim por ter esses problemas apontados, disse isso, inclusive. Mas pior do que um filme mediano (por falta de conteúdo) é um bom filme mal aproveitado. E eu não disse que a luta com Bane foi ruim (inclusive gostei dela), o que reclamei foi da coluna se quebrando. É o que eu digo, planos mais próximos denotam uma captura minuciosa de qualquer que seja a reação do personagem (dor, desespero, agonia…), não custava nada um movimento de câmera bem feito (como o que citei na cena do Coringa), ou um grito mais longo de Bruce, um peso maior pra um momento tão crucial para o filme/herói (pelo o que me dizem, também foi de grande importância no universo dos quadrinhos). O que me incomoda é que Nolan peca por bobagem. E sobre a minha insatisfação com as lutas, são as do final, em particular. Acho que tem um ponto que ninguém nem sabe em quem está batendo mais… Precisava de alguém ali pra botar ordem… hahaha.

  3. Só para deixar claro que eu não acho Bane lindo, socorro. Enfim. Bom, “quem sou eu” para tecer críticas ou pontuar qualquer coisa sobre Batman, afinal assisti ao filme apenas uma vez contra as 4 vezes de certas pessoas. O mundo vai me xingar, mas achei a cena inicial, a do avião, tosquíssima. Tudo bem, vamos levar em consideração que se trata de um filme de super-herói e temos que deixar a imaginação fluuiiir. Concordo com você sobre o Michael Caine, ele conseguiu emocionar (não no sentido de te fazer chorar, mas no que se diz a passar as emoções para o expectador) em poucas cenas muito mais que Christian Bale com todas as suas três mil horas. Aliás, a boca de Christian Bale parece muito com a do Joaquin Phoenix. Ahm, sobre Anne Hathaway e sua mulher gato: ora, vejamos, não me deixou tão impressionada quanto deixou as outras 7 bilhões de pessoas do mundo ( eu só sou uma garota latino americana que também gosta de reclamar). Não sei bem o porquê, ALGUMAS VEZES ela me pareceu um pouco forçada e, em ALGUNS MOMENTOS, pouco ágil. Ah, só deixando claro que gosto das expressões faciais dela haha O ponto mais importante do seu texto e que de quebra mais me incomodou no filme: o tempo/proporção. SIM SIM SIM, em cheio, queridinho! Claro, tbm me lembro bastante das discussões na mesa de bar (aka lanchonete) com Diego Yu e cia. E, veja bem, aquela temporada naquela prisão da luz no fim do túnel HAHA poderia ter sido bem mais explorada, não digo só pelo fato da cronologia um tanto ilógica, mas a rotina do Bruce no local, não sei, talvez acrescentando umas cenas aqui e ali de interação entre ele e outros prisioneiros, um pouco mais de tempo para a recuperação do nobre rapaz que QUEBROU A COLUNA depois de ter passado muito tempo LESIONADO (e deprimido). Por favor, aquela CORDA foi péssima. Pior que o avião. Acho que o senhor deveria fazer um “analisando a cena” com a cena do avião, abraços. No mais, assim como você e inúmeras outras pessoas, gostei do filme, afinal não dormi em 2h e 40 min em uma sessão de pré-estréia às 23:55. Adorei a cena do estádio, foi rapidinha, mas gostei. Bane não é lindo, embora (às vezes) seja bem convincente. Achei aquelas lágrimas fora de contexto. A penúltima(?) cena tbm é bem legal. Adorei ver que o cara de 500 dias com ela arranjou uma forma de superar a decepção amorosa com Summer. ENFIM, já que eu sou fangirl: ALFRED, SEU LINDO, QUERO TOMAR CHÁ COM VOCÊ EM FLORENÇA! Bom texto (ENORME), boas imagens e boa memória.
    abraços,

    • Véi… VÉI. Nem acredito que vc escreveu isso tudo… hahaha. Seus pontos são muito divertidos. Vou te pagar pra comentar todos os meus textos. E COMO EU ESQUECI DE FALAR DA BOCA DO CHRISTIAN BALE?!?!?! HAHAHA. (boa sorte tomando chá com o Alfred)

  4. Quando assisti da primeira vez a cena em que DaggetT explica do que se trata o ficha limpa, eu comecei achando-a, realmente, expositiva em excesso. Mas o modo como o personagem, logo em seguida, demonstra sua ironia ao falar que “seria bom demais pra ser verdade”, já tira esse possível julgamento negativo. Ora, acho que seria absurdo demais um roteirista como Nolan cair em uma armadilha expositiva tão óbvia. Então, quando DaggetT fala aquele “seria bom demais para ser verdade” , percebe-se a intenção dos roteiristas ao inseri-la: é usar a exposição de modo consciente. Usar um clichê narrativo a seu favor.

    Claro, isso não os inocenta. Afinal, no momento em que Miranda chega no subsolo onde está o reator, ela faz questão de explicar silaba por silaba o que é aquilo. Ali, sim, uma cena expositiva e sem necessidade, uma vez que já sabíamos se tratar de um reator que traria energia limpa.

  5. Fui ver o filme e só lembrei de ti.
    Adorei, achei bom demais e percebi os problemas, que , sim, me decepcionaram (Igor pode me matar – e mais um monte de fã… mas na boa, não acho que esse filme seja tão diferente de outros filme de super herois. Pronto falei).
    Mas a decepção, pra mim, não foi causada só pelo filme, mas pelo ‘enxame’ que fizeram.
    As cenas de lutas são muito fakes e a cronologia é muito louca! Como o batman chegou em Gothan? Como? A unica resposta é pq ele é o batman… Só me situei no tempo porque estava no dialogo (“A bomba explode amanhã” – JÁ?) e por falar na bomba, tá que a bichinha explodiu na baía, mas não deixa de ser uma bomba nuclear! A água vai contaminar! Gothan vai ter que ser evacuada (pelo menos em parte) por causa da exposição e tal’s (sou muito chata).
    Fora a cena -quase- emocionante do enterro de Bruce. Estava quase chorando com a atuação de Michael Caine e do nada a cena é cortada bruscamente, lá se foi meu sentimento!
    Mesmo assim o filme é cativante, tem o Josefh -ai…- e a melhor concepção de mulher gato ever. O final é revigorante (quero o Robin, tá?), mas meio previsivel…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s