Did you say it?

“Did you say it? I love you. I don’t ever want to live without you. You changed my life. Did you say it? Make a plan. Set a goal. Work toward it. But every now and then, look around. Drink it in. ‘Cause….this is it. It might all be gone tomorrow.”

Até hoje ouço uns fãs bastante revoltados sobre o final da oitava temporada de Grey’s Anatomy. Eu entendo você, juro que entendo. Mas olhando de maneira menos passional para o desfrecho da temporada, ela vai se tornando cada vez mais amarrada.

Existem os velhos argumentos sobre os eventos extraordinários em série que acontecem no Seattle Grace e sua turma (que inclusive eu já comentei sobre essa estrutura no texto que fiz sobre o finale), outras pessoas se apegam a questões estratégicas sobre o mapeamento aéreo dos E.U.A (deixando de relevar o que realmente importa ali), e outro grupo simplesmente berra sobre os destinos de alguns personagens. Não sei se “Lost” me fez um espectador “pacífico”, onde depois de 6 temporadas investigando mistérios inacabáveis descubro que o que me importa no fim das contas são os personagens, e somente eles. Não sei até que ponto isso é bom, mas hoje em dia o que mais me chama atenção são como os personagens são trabalhados e como eles são desenvolvidos quando expostos à determinadas situações. O resto… é o resto.

— SPOILERS —

Bem, vocês perceberam que a citação do início sequer é da oitava temporada, mas sim do final da quinta. E porque essa frase? Porque ela não dialoga somente com o contexto em que foi inserido, mas reverbera também aqui, três temporadas depois. Se eu disser que fiquei com um sorriso no rosto ao ver Lexie Grey morrendo, estarei mentindo. Lexie era uma das minhas personagens prediletas, e Chyler Leigh (atriz que a interpreta), além de bastante carismática, também tinha grande competência em seu trabalho de atuação.

A questão é que: Definindo o destino de Lexie de maneira tão abrupta e bombástica – para os desavisados, ela sofreu um acidente de avião e morreu esmagada por uma das carcaças – , os roteiristas provocaram no espectador algo não experimentado antes na série; Foi uma personagem que não teve nenhum preparo na trama para tal destino, e que simplesmente foi morta com tamanha violência. O que vemos aqui é uma nova (e corajosa) reflexão sobre o quão efêmera é a vida, e por isso o quão imprevisível ela é. Tudo bem, eu sei que tramas como as de Grey’s são para nos dá aquela pontinha de alegria, mas também servem pra trazer aquela reflexão e aquele puxão de orelha – como já fez diversas vezes.

Portanto, a morte de Lexie fez revalidar toda sua trajetória anterior (admiro isso numa narrativa), e fez com que as cenas mais simples se tornarem antológicas –  justamente pelo fato de inicialmente não se apresentarem com a profundidade que realmente têm. Enfim, toda essa introdução foi unicamente para provocar a reflexão sobre uma cena específica do final da oitava temporada, na qual Lexie se declara para Mark Sloan (linkada no início do post). E eu poderia escrever o quão profundo isso seria, se eu não tivesse postado a citação também no início do texto; voltem lá, e entenderão perfeitamente o porquê. E ao assistir Grey’s Anatomy, muitas vezes temos que voltar, refletir, e procurar respostas não só para o que está dentro da tela, mas também para o que está fora dela.

ps: para os interessados, aqui a bela música que toca na cena postada aqui. chama “Don’t You Give Up On Me”, e é do grupo Milo Greene:

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Movies R Fun!

Josh Cooley, ilustrador da Pixar, lançou um livro onde ele recriava cenas de filmes famosos em desenhos para crianças. “Movie R Fun!”, o livro onde contém essa coletânea de imagens, estava disponível no site pessoal do artista, mas já se esgotou. Veja abaixo algumas das artes:

Trailer Amanhecer – Parte 2

Que ame, que odeie, que despreze. A Saga Crepúsculo talvez seja a maior franquia cinematográfica em atividade, e com os fãs mais ativos. Com quatro filmes já produzidos,  o quinto (e último) longa será o “Amanhecer – Parte 2”, que é uma continuação direta ao “Amanhecer – Parte 1“, onde ambas as películas foram rodadas ao mesmo tempo, mas divididas em duas partes visando uma rentabilidade maior para a franquia.

Saiu essa semana o trailer oficial da conclusão da saga. “A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2″ estreia em 16 de novembro de 2012, e promete novamente lotar as salas de cinema. Se presta ou não, veremos somente no lançamento. Pretendo fazer uma matéria mais extensa aqui no blog explorando entrelinhas da saga, e buscando fazer uma análise sóbria dos filmes da série. Série que sofre de diversos problemas, mas que vai um pouco além do olhar adestrado e preconceituoso de boa parte dos espectadores. Esperem a matéria em breve. 😉

Marcelo Jeneci em Salvador

Ocorreu hoje (17/06), no Parque da Cidade em Salvador, o show do paulista Marcelo Jeneci. Parte do projeto “Música no Parque“, a apresentação foi gratuita, e contou com o público habitualmente animado da capital Baiana.

Cantando sucessos como “Felicidade” e “Amado” (gravado por Vanessa da Mata, mas composto pelo próprio Jeneci), o show ainda teve homenagens ao rei Roberto Carlos. Jeneci e sua parceira de dueto Laura Lavieri mostraram-se bastante à vontade ao palco, repetindo algumas vezes o prazer que é finalmente tocar aqui em Salvador.

O grupo retornou duas vezes ao palco após o coro da platéia, e no segundo retorno eles reprisaram o sucesso “Felicidade” (cantado no início do show), e Jeneci desceu do palco e andou à vontade pela público, que por sua vez o ovacionava.

Um show leve e agradável.  😉

Prometheus

“Prometheus was a God who stole the power of fire from the other Gods, and gave control of it to the mortals.”

Se no primeiro Alien do Ridley Scott o diretor priorizou o terror e suspense, aqui ele procura investigar mais a fundo os personagens e o universo que se propõe. Ele pincela superficialmente questões filosóficas, e apesar de não conceder respostas (ao contrário, indaga mais perguntas), é interessante ver a franquia Alien adentrando novamente num sci-fi mais “clássico”.

Scott se mostra competente ao estabelecer uma boa atmosfera de ficção científica, num timing preciso para explorar esse plano. O diretor, após uma série de filme medianos, mostra-se novamente capaz de estar a frente de um projeto mais elaborado. Está longe de sua competência em Blade Runner, por exemplo, mas nos dá aquela ponta de esperança de vê-lo novamente na ativa.

O longa tem sua técnica trabalhada de forma excelente, com belos planos, uma fotografia acinzentada, e ótimas caracterizações. O elenco é composto por nomes de peso como Noomi Rapace, Charlize Theron e Michael Fassbender. Temos o destaque de Fassbender como David, um androide de personalidade (!) complexa, que apesar de ser pouco expressivo, consegue trabalhar uma série de nuances em  seu personagem.

Como o próprio Ridley Scott disse, “Prometheus é um 2001: Uma Odisséia no Espaço com esteróides”. Concordo em partes. As indagações são semelhantes, mas os propósitos são distintos. 2001 talvez seja o maior marco em ficções científicas, e Prometheus… Bem, Prometheus é “somente” mais um exemplar para sustentar esse legado do sci-fi vivo. E isso já é muita coisa.

Cotação: 8/10