Luto.

 

Cara, estou triste. Muito triste. Primeiro, por ficar ciente da morte de um dos melhores atores da atualidade. Segundo por só ficar sabendo disso, esse fim de semana. Me sinto um inútil. Sinto como se estivesse perdido um conhecido. É muito ruim. E olha que eu nem era fã de Ledger. Mas talvez por estar ansioso para vê-lo e consequentemente adorá-lo em “The Dark Knight”, fiquei tão abalado. Vou me sentir horrível. Indo ao cinema, e vê um fantasma. Irei vibrar com um fantasma. Irei admirar um fantasma. E só isso será péssimo.
Heath Ledger, não era o meu ator predileto. Talvez nem mesmo um dos meus prediletos. Só que, se pararmos para pensar um pouco, temos pouquíssimos jovens talentosos hoje em dia. Na ala feminina, temos aos montes. Nem vou citar, senão passarei o dia todo. Mas na ala masculina… quem tem mesmo? Jack Nicholson! Ok, ok, mas ele é da geração passada. Al Pacino! Idem. Johnny Depp? Esse sim. E temos mais alguns que são bem competentes como Tom Cruise, Brad Pitt, Leonardo Di Caprio… Mas não vai muito além disso. E então, do nada, temos uma perda dessa. Já estava esperando Ledger atingir o ápice de sua carreira agora com o novo Batman. Queria vê-lo humilhar o péssimo Christian Bale, e ser adorado pelo público. Talvez surpreender a todos com um Oscar, por sua interpretação como o Coringa. Estava quase certo disso. Só que o destino me passou a perna.
Talvez depois disso, “The Dark Knight” consiga explodir nas bilheterias, se é que não o faria sem isso. Mas acho que definitivamente não era necessário. A Warner talvez comemore. Talvez não. E Nolan provavelmente irá colocar uma homenagem no final do filme pra ele. E isso será horrível. Ficarei triste. Pior do que eu me sinto agora. Ao ver que provavelmente alguém que eu iria adorar, encerrou sua carreira para sempre.
Contudo, se antes eu iria assistir a todo custo o novo filme de Nolan, agora esse sentimento se agravou. Irei em homenagem a Ledger. Irei honrar o seu tão dedicado trabalho. E sentirei por ele não poder desfrutar do seu próprio talento. Pena. Sinto mesmo. Ele podia ser um ícone dos próximos anos. Agora, talvez irá ser considerado como mais um famoso que se toenou um suicida. Literalmente, ele não merecia isso.
Luto

As mulheres da minha vida.



No cinema, temos várias musas. Uma variedade enorme e uma qualidade melhor ainda. Isso Hollywood ainda sabe fazer muito bem. Tem três delas que admiro em especial. Na verdade, escolheria para passar comigo o resto de minha vida. São simplesmente tudo aquilo que qualquer homem poderia querer.

Não, elas não são Bond Girls, nem as garotas com as maiores silhuetas do cinema. Elas são Natalie Portman, Kate Winslet e Penélope Cruz. Talvez não seja necessário, mas eu respondo com quais papéis me conquistaram: Alice Ayres em Closer, Clementine Kruczynski em Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças e Sofia Serrano de Vanilla Sky. Talvez parte do talento inabalável das três foi o responsável pela minha reverência.
Duas delas, coincidentemente, são parceiras idealizadas. E, diga-se de passagem, benditas as mentes que as idealizam. Nunca, mas nunca mesmo irei esquecer desses personagens. Sem contar com Alice, que o personagem do Jude Law até hoje deve morrer de infelicidade por perdê-la.
Por outra mera coincidência, esses são alguns dos filmes que mais gosto. E aqueles que acho obrigatórios para qualquer cinéfilo eclético que se preze. Aqueles que fizeram ao menos os meus sonhos virarem realidade.

O cara que ganhou o público

Eu gosto de Will Smith. Ele é um cara super carismático e é um bom ator. Faz projetos legais e tudo mais. Dizem que ele é o responsável pelos sucessos de seus filmes, e com “Eu sou a lenda” que estreiou no Brasil essa semana, a conversa não é diferente.

Não vou negar que estou querendo muito assistir a esse filme, para ir me consolando até poder ir vê “Cloverfield”; sem contar também, que eu gostei muito de “Constantine”, que, caso não saibam, é do mesmo diretor que comanda o novo filme de Smith.

As críticas estão bem favoráveis, e é involuntário a criação de expectativas. Mas aí as pessoas insistem em “endeusar” Will Smith, e isso já é um pouco demais. O cara pode até ser destacável, mas ele não é e nunca foi o melhor ator da atualidade. Na verdade, se me pedissem uma lista de bons atores dos últimos tempos, tenho dúvidas se iria lembrar de incluir Smith.

Contudo, amando-o ou não, pretendo ir sim assistir ao seu mais novo filme. Até porque, tomara que eu esteja errado, acredito que ficarei bem mais eufórico se vê antes da exibição do filme, o trailer de “Cloverfield” ou “The dark knight”.

Dialogando…

Qual a finalidade da arte? É poetizar a vida? É uma forma de fuga? É a expressão da alma? É a materialização dos pensamentos? É a criação de vida? Talvez seja isso tudo. Talvez não. Depende de quem a vê e como se vê. Depende de como se está pré-disposto a se renovar a cada experiência.
Eu amo o cinema. É uma das maiores prioridades para mim. Ele é meu cúmplice, minha fuga, minha mente, meu Buda, minha forma de ver o mundo. Depois que decidi adentrar a ele, o universo nunca mais foi o mesmo. As pessoas não são mais as mesmas. Os conceitos não são mais os mesmos. Nem mesmo os olhos enxergam da mesma forma. O organismo tormou-se outro.
Eu mudei. Homeopaticamente, mas mudei. Para melhor, acredito eu. Talvez eu seja meio recluso por isso. Por simplesmente não compreender o mundo em que eu vivo. Por não compreender os valores que me cercam. Por não compreender o ambiente que estou incluso. Ou por compreender até demais, e vê o quanto mesquinho é tudo isso.
Talvez o maior segredo para se viver bem, seja achar beleza onde não se tem, se divertir com o que não tem graça, e não seguir regras de “Como a vida deve ser”. Simplesmente, deve-se viver. Ser feliz. Não há mistério na felicidade. Apenas viver. A felicidade é uma consequência. Uma bela e agradável consequência. Só não é feliz, quem não quer. Pois todos, mesmo que não queiram, vivem.
Eu vivo. E sou feliz. Simples. Necessário.
E aprendo a viver, vivendo. E aprendi a aprender a viver, pensando. Aprendi nos filmes, nas músicas, na vida. Neles, aprendi a compreender o incompreenssível. A observar que tudo só acontece, porque tem de acontecer. E nisso tenham certeza. Mas saiba que nada é por acaso. Tudo é fundamentado no que fizemos ou faremos. No que fomos, somos ou seremos.
Viver é como andar de bicicleta; se parar, cai. Por isso eu vivo. Intensamente ou vagarosamente. Sendo até um pouco egoísta, mas faço aquilo que me faz bem. E isso tudo, mostra como a arte é profunda. Como ela causa um diálogo entre nós e nós mesmos. E isso é mais que necessário. Eu tenho sim, meu mundo alternativo. E por diversas vezes, vivo nele. Não, eu não sou um altista. Apenas alguém que aprendeu o poder do conhecimeto.

Contagem Regressiva

É com muita honra que eu ponho em prática hoje, a contagem regressiva para o início da temporada dos filmes americanos. Para ser mais exato, estou bem eufórico para o lançamento do longa “Cloverfield”, que é produzido pelo criador de Lost, J.J.Abrams, diretor do ótimo Missão Impossível 3, e dirigido por Matt Reeves. Como todos devem saber ele é o filme mais quente do momento, e pretende trazer ao expectador uma experiência totalmente nova, ultilizando-se do mesmo recusso de “A Bruxa de Blair”; com câmeras de mão e sons naturais, e ainda com o acrécimo de grandiosos efeitos especiais. Juntamente com essa promissora pérola, chegará ao cinemas no dia 08/02/2008 o novo longa de Tim Burton, “Sweeney Tood” estrelado por Johnny Depp e Helena Bonham Carter. Provavelmente ainda chegue nessa mesma data, o comentadíssimo e forte candidato ao Oscar, filme dos irmãos Cohen: “Onde os fracos não têm vez”, estrelado por Javier Barden e Tommy Lee Jones.

Ou seja, infelizmente, só resta para nós, mortais e brasileiros, esperar até 8/02/2008.

Até lá! \o/
Obs: Faltam 23 dias

Cidade dos Sonhos

 

Bem, como disse no meu comentário sobre o ótimo “Desejo e Reparação”, assisti finalmente a um filme de David Lynch. O dito cujo é “Cidade dos Sonhos”, um longa do cara, que virou modinha e fez um sucesso rasoável nos cinemas do mundo todo. Aí vem a pergunta: É bom? Mas na verdade a resposta vai ser extremamente relativa dependendo de quem o vê. Eu gostei. Não é meu tipo de filme, mas… não posso negar que o longa é bem aprumado.
Contudo, alguns exageiros e algumas situações que foram expostas, não me agradaram. Primeiro: O filme é extremamente podre, não tem um parte técnica boa e tem diversos aspectos de mau gosto. Segundo: O diretor não tratou o filme hora alguma como uma obra de arte. Quantos filmes que falam de sonhos e que confundem o espectador entre o real e o imaginário conseguem ser visualmente lindos? “Vanilla Sky” de Cameron Crowe, é um exemplo vivo. O filme mais me lembrou “Gossbumps” (se é assim que se escreve), um seriado que passava na falecida Fox Kids. E somente o que posso salientar, é que não tenho boas lembranças dessa série de Tv capenga.
É o que eu sempre falo: Uma das maiores qualidades do cinema, é mostrar até a desgraça de forma bela; não agradável, mas bela. E nem isso, esse filme consegue. Até mesmo meus pesadelos são mais nítidos que o filme; e olha que eu mal lembro deles. Tudo bem que eu sou meio suspeito de falar, mas até “Dogville”, que não tem nem mesmo cenário, consegue ser mais cinemático que esse filme.
Lynch se saiu melhor como escritor. O roteiro por mais que confuso, é bem recheado. Complexo e bem diferente. Outro ponto fortíssimo, são as atuações. Naomi Watts se sai maravilhosamente bem, mesmo sabendo que ela atualmente faz papeis melhores. O resto do elenco também é competente; conseguem manter o clima desse conto macabro. Bem como a trilha sonora; que não é essa Coca-Cola toda, mas é compatível com aquilo que o filme propõe.
A “magia” presente em “Cidade dos Sonhos” é bem diferente. Gostei muito mais do filme quando pensava e pesquisava a respeito do mesmo após o seu término, do que de fato assistindo-o. E olha que eu tentei novamente. Mas acho que é muito melhor somente assití-lo por uma vez, refletir um pouquinho, e pronto. Meu vínculo com ele acaba alí. E não pretendo retomá-lo. A única coisa que penso fazer, é assistir a “Império dos Sonhos” que me parece ser do mesmo estilo que “Cidade”, só que não custa nada arriscar. Vai que eu me surpreendo!
Portanto amigos, se vocês gostam de filmes confusos e de mal gosto, provavelmente gostaram desse longa de Lynch. Caso contrário, se vocês prezam ao mínimo por uma estética rasoável, corram a léguas desse filme, cuspam em seu nome e façam o sinal da cruz toda vez em que algum mencioná-lo; ou se esforçem para assistí-lo e mostre a Lynch que enigmas não necessariamente tem de ser quase detestável de se decifrar. Contudo, faça uma boa ação, se dê uma chance; só não garanto total aprovação.
Cotação: (7/10)