O terror, o terror. O terror?

Particularmente, sempre achei o gênero terror o que mais desafia tanto o espectador quanto o realizador. E eu falo terror, e não susto. Susto qualquer um faz. Põe pouca luz em cena, usa uma trilha abrupta na hora que uma sombra surge, faz um corte rápido, e pronto. Eis o susto. Isso é fácil. Pra mim terror mesmo é David Lynch. Fazer terror é conhecer as vulnerabilidades do subconsciente coletivo, e afetá-las através de sons, cores, e o do desconhecido.

Sim, temos o desconhecido. E temos a curiosidade. O que Lynch faz não é nos mostrar o que tem “atrás da porta” com o susto rápido, mas sim fazer aquilo que está lá vir lentamente em sua direção. E você fecha os olhos, abre novamente, e aquilo continua vindo. O que Lynch faz é empurrar personagens exóticos, que falam outras línguas e que desconstroem seus lados humanos ao se comportarem como criaturas surreais. Ele tira a humanidade do homem, tira sua razão. Isso é terror. Isso sim é terror.

Mas enfim, Lynch é Lynch, e é até esdrúxulo compará-lo. A questão dessa introdução toda é só pra trazer uma discussão especificamente sobre o filme “Atividade Paranormal 4”, que vi ontem. As questões são: O que é o terror? O que te faz medo? E Por quê?

Acho isso interessante porque as pessoas normalmente gostam de um filme de terror por dois motivos: 1. Se a história for escrota, e que envolve criancinhas perversas e cachorros mortos. 2. Se tiver susto. Agora eu pergunto: “A Bruxa de Blair” não conta muita história e nem dá muitos sustos, e ainda assim fez muito sucesso. O que justifica isso? Daí eu volto para elementos do terror. O desconhecido. Os sons. A desorientação. Taí, essa seria uma boa base para filmes de terror de hoje em dia. Olhe “Atividade Paranormal”. Olha “Insidious”.

Olhe “Ilha do Medo”, um doa maiores filmes dos últimos anos. Olha como a montagem é feita para desorientar, olha como os sons (e as cores) são usados, olha como se trabalha o desconhecido (a ilha misteriosa, a trama investigativa, a confusão de personagens). Olha todos esses elementos de novo.

A série “Atividade Paranormal” tem minha admiração particular. Isso porque acho plausível o fato dela construir uma mitologia e definir um estilo técnico particular para contar sua história. Vejam como o primeiro filme da série nasceu descompromissado. Daí veio o segundo, e a história foi crescendo. Daí veio o terceiro e o quarto, e eles vão mostrando uma coesão muito bacana. Eles contam toda uma história sem ao menos utilizar-se dos meios narrativos convencionais.

Quando falo de estilo técnico, por exemplo, notem como a série usa sabiamente jump-cuts e enquadramentos. Enquadramentos que limitam a visão do espectador, onde esse fica refém, longe da sua posição de conforto, e manipulável pelo universo diegético. Já os jump-cuts vem na hora de estabelecer as tais quebras temporais, mas como adendo, ainda faz seus personagens, muitas vezes, se locomoverem em cena de maneira “sobrenatural” – olha lá a “desumanização” de Lynch.

Mas ainda mais bacana mesmo, é a criatividade desse pessoal. No primeiro filme, eram câmeras feijão com arroz. No segundo, era um sistema de segurança da casa. No terceiro, era um personagem que construía equipamentos mais engenhosos (com a ótima sacada da câmera no ventilador). Já no quarto filme, eles usam mais tecnologias, com videoconferências e sensores infravermelhos do Kinect. Nesse último filme, de quebra, ainda temos ótimas referências a “O Iluminado”, “O Exorcista”, “Pânico”, “Bruxa de Blair”, Voldemort (!), entre outros. E tudo isso de forma sutil, sem ser didático, sem ser expositivo (nem ofensivo aos cinéfilos).

Fora os inúmeros easter-eggs escondidos nas imagens, que vão de símbolos, formas, palavras e desenhos. Outro fato é a capacidade de manter o público atento a cada ponto da tela, procurando por pistas, por movimentações estranhas, por sombras, alimentados pela própria imaginação da plateia.  E pelo fato da história ser crível, isso causa ainda mais proximidade com o espectador.

Por fim, acho curioso como muitas pessoas classificam um bom filme de terror como aquele filme que causa sustos. Ou o quão real ele é. Discordo, particularmente. Acho que o filme tem que ser real no seu universo particular, na sua proposta. Esse é o seu compromisso. Também acho que a questão não é o susto, mas sim quais os artifícios que ele usa pra te causar isso. É você identificar a montagem, os ângulos de câmera, e ainda assim ser surpreendido. É você ficar tenso, e não por ver o que tem atrás da porta, mas por saber que existe uma porta e existem possibilidades. É aceitar a proposta do filme, e curtir a brincadeira de como é bacana identificar de onde essa manipulação sensorial vem. E observar que, no fim das contas, por mais sério que um filme de terror seja, ele é na verdade uma grande brincadeira; As pessoas riem, pelo o menos.

The Dark Knight Rises

Quem for ler esse texto, provavelmente ache que eu não gostei do novo Batman. Muito pelo contrário, na verdade. Esse desfecho da trilogia de Nolan é muito bem feito, grandioso, estimulante, com uma técnica competente e um elenco invejável. Não, não pensem que eu não gostei desse novo Batman. Admiro o trabalho do Tom Hardy (notem o quão expressivos são os olhos dele), da Anne Hathaway (fazendo uma excelente Mulher Gato – apesar de sabiamente nunca ser chamada dessa maneira), e de, principalmente, Michael Caine. Esse último bom velhinho entrega pelo o menos duas cenas memoráveis (infelizmente, a segunda é picotada pela montagem), sendo que uma dessas é a que considero a melhor de todo o longa.

Talvez o fato de ter preferido no filme a cena em que o Alfred “rompe” com o Bruce, seja um reflexo de que, regra geral, qualquer filme atinge um outro nível de excelência quando aposta em dar complexidade aos seus personagens. Não à toa considero a cena de “The Dark Knight” onde o Coringa (vivido pelo eterno Heath Ledger) e o Batman tem um embate psicológico na sala da delegacia, a melhor do filme (e o próprio Nolan também admitiu ser sua predileta). Uma cena onde a gradação é dada pelas atuações, pela habilidade do texto, pela engenhosa construção, pela simplicidade.

Enfim, vamos ao novo Batman. Não farei uma crítica em si. Não quero avaliar o filme pesando prós e contras, mas quero atentar para detalhes que às vezes passam despercebidos. Dessa vez nem vou me ater à elogios (até porque a síntese do que admirei no filme veio no início desse texto), mas sim aos pequenos defeitos que me fizeram enxergar esse Batman não como uma decepção (pois acho um termo pesado), mas como “apenas” um bom filme.

1. É muito didático. Em 2010 Nolan entregou “A Origem”, que é um filme muito mais engenhoso que sua trilogia do Batman e mesmo assim não trabalhou com metade do didatismo que usa aqui. Notem na cena onde Selina Kyle busca pelo “ficha limpa”, e Nolan faz QUESTÃO de explicar palavra por palavra o que é isso. Não, não basta dizer somente uma frase, ele faz o personagem Daggett falar praticamente um monólogo explicando sobre esse tal software que Selina quer roubar. “Você põe seu nome, data de nascimento, e todos os dados blá blá blá…”. Ok, talvez seja algo pequeno, mas no contexto incomoda bastante. Em “A Origem” Nolan explica ao espectador o que é o “limbo” de maneira muito mais rápida (e eficaz). E eu só acho que o limbo é um conceito um tanto maior que o “ficha limpa”. E nisso eu nem vou falar de Marion Cottilard à lá vilã Jamesbondiana explicando tintin por tintin do seu grande plano maligno. Próximo!

2. A cronologia. É muito raro uma cronologia me incomodar tanto, mas esse foi o caso. Como se não bastasse os robustos OITO anos entre “The Dark Knight” e “The Dark Knight Rises”, toda a corrida da bomba-relógio soa desforme. Primeiramente: OITO anos?! OITO?! Ele não podia pôr quatro ou cinco anos entre os dois filmes, e emprestar PELO O MENOS seis meses pra Bruce Wayne se curar de uma VIOLENTA lesão da coluna e fugir de uma prisão que só uma pessoa no mundo conseguiu fugir antes dele?! Bruce se cura da coluna (amarrado em uma corda, diga-se de passagem), treina pesado, foge da prisão ‘inviolável’ que fica Deus-sabe-onde e volta pra Gothan City em quatro meses e pouco. E a tal da bomba? Bem, primeiro são cinco meses até explodir, daí passam algumas cenas e ouvimos que faltam 23 dias, e um pouco mais a frente Gordon fala: “A bomba explode amanhã”. AMANHÃ?! SÉRIO? Que calendário disléxico é esse? Ok ok, daí dizem “- Você não queria que ele mostrasse dia-a-dia, não é?”. Claro que não. Mas isso fica tão “jogado”, que não fica claro para o espectador o peso desse tempo. Talvez um pouquinho de fade out não matasse ninguém, Nolan (vejamos “O Artista”). Bem como não fica nítida “A Cruz dos Anos” [vejam esse filme, muito bom 🙂 ] entre o filme anterior e esse. São erros que se tornam irritantes por serem tão bobos (e fáceis de se corrigir).

3. Diálogos. CALMA, CALMA. Não vou falar mal dos diálogos em si. Algumas cenas são muito bem escritas e isso é inegável. Mas em outras, temos algo tão mediano que faz vergonha. Quando Bane encontra o Batman para o confronto final, temos a pérola: “- Você voltou para morrer em sua cidade?” “- Não, voltei para derrotar você” (ou algo do tipo), e aí começa a pancadaria. Vocês devem estar pensando que estou sendo encrenqueiro demais com o filme, mas é porque eu sou adepto ao: Se não tem capacidade pra criar uma boa frase de efeito, não ao faça. O que me parece é que nessa cena os irmãos Nolan não tiveram mais criatividade para criar uma frase legal, daí botaram essa e disseram: “É o que tem”. Ou então na cena onde Bane intimida Daggett e então, tremendo, Daggett diz: “Você é puro mal”. Puro mal?! Veja bem… (coçando a cabeça)

4. Proporções. Na verdade essa questão de proporções é muito extensa. O filme não só é problemático em termos de proporções no que tange alguns atos, mas, como disse anteriormente, ele falha na própria questão de proporção temporal. A idéia que fica são de grandes eventos mal explorados. Vejamos: A tal bomba é falada durante 2/3 do filme, que destruiria a cidade e tal… Mas, quando ela explode no final, é algo tão… Ínfimo… Tá, não precisa ser um show de fogos de artifício (como diria a grande Amanda Aouad, do Cine Pipoca Cult), mas algo realmente grandioso pelo o menos. No final das contas vemos um pequeno cogumelo, e pronto. O que aparenta é que aquilo não ia dar nem pra destruir um único bairro de Gothan.

Quase nunca temos o impacto que algumas cenas deveriam ter. Os ângulos de câmera não ajudam, os cortes por vezes também não, e por isso algumas cenas de ação são mal orientadas e mal conduzidas. A sequência da explosão do campo de futebol é muito boa (apesar de batida pelos trailers – o que não é culpa do Nolan, CLARO), mas ali cabia um plano mais longo, mais próximo do personagem que tem o chão se abrindo aos seus pés, para sentirmos de verdade aquele desespero. A cena onde Bane quebra as costas de Bruce deveria ser épica, deveria fazer o espectador se curvar de dor (o que não acontece). As cenas de batalha deveria ser duras, violentas, juntamente com algumas cenas de luta, que só se situam como ‘luta’ graças ao trabalho sonoro do filme (pois ouvimos a enfática sonoridade de socos e pontapés). Não pense que eu queria algo como “Os Mercenários”, mas sim algo que me fizesse entender o motivo de tanto clima de horror que paira sobre Gothan. Eu queria ver essa tal violência e opressão. Notem que em “The Dark Knight”, na cena do diálogo da delegacia (que também citei nesse texto), assim que o Batman acende a luz e bate a cabeça do Coringa contra a mesa, Christopher Nolan fecha o plano de uma maneira ágil e sutil, e só esse movimento da câmera, unido ao efeito sonoro, personifica a tal violência que a cena exige, por exemplo. E por esse ser o tal desfecho épico, eu realmente esperava por algo mais corajoso/competente nesse sentido. Nesses parâmetros que citei, “Harry Potter e as Relíquias da Morte” (filme originalmente direcionado para adolescentes) é mais violento que esse Batman. Se duvidar, até “Amanhecer – Parte 1” é mais violento que esse Batman. Enfim…

5. Roteiro. EITA! De novo, não acho o roteiro ruim, mas tem detalhes que não podem ser desconsiderados. Citando alguns, acho bastante preguiçosa a forma como é tratada a história pregressa de Talia, com Flashbacks recortados e com o ÚNICO intuito de enganar o espectador. Também se tem a forma como se desconversa a história de Bane, por exemplo. Algo que eu acredito ser um erro, é a cena onde Miranda Tate (a.k.a. Talia Al Ghul) vê que Bruce retornou à Gothan (leia-se, o Batman está de volta), e mesmo estando no mesmo prédio que Bane, é incapaz de avisar ao seu amado que seu arquiinimigo-que-pode-destruir-seu-grande-plano voltou, e cenas depois, quando o vilão bombado avista o sinal de fogo em formato de morcego (leia-se, o Batman está de volta [2]), diz: “Impossível!”. (novamente uma forma de enrrolar o espectador para não descobrir que Miranda é parceira de Bane ATÉ O MOMENTO DA GRANDE REVELAÇÃO FINAL)

Ainda temos a tal questão: “Como diabos Bruce Wayne voltou para Gothan?”. Até me informaram essa semana que no “The Dark Knight” é dito que a mansão Wayne fica no limiar de Gothan e tem uma tal passagem que vai para tal lugar… Não lembro disso, mas… ENFIM, é ISSO que eu falo de querer enganar o espectador. No universo desse filme foi apresentado que as pontes de contato entre Gothan e o mundo exterior foram destruídas, justamente para limitarmos em nossas mentes esse contexto de Gothan sitiada, para então Nolan usar sua hiper-ultra carta na manga de uma frase no filme anterior e trazer o “príncipe de Gothan” (com um quê de ‘Maria do Bairro’, afinal nunca vi ninguém sofrer tanto) de volta ao seu lar sem que ninguém notasse. Pra se ter uma noção, essa idéia da mansão Wayne estar nessa posição estratégica é tão canastrãozisse que pra todo mundo que eu fiz essa pergunta, de início disseram: “- Ora bolas, ele conseguiu voltar sem que ninguém visse porque… Ele é o Batman!”. Isso não é o que eu chamo de realismo do Nolan…

6. Timing/Montagem. Prometo que é o último. Fora a questão que já falei das lutas não nos darem as devidas noções (e parte disso é responsabilidade da montagem), esse filme me deu a constante impressão que eles tinham um material imenso pra ser reduzidos a 2h e 40 minutos. De fato eles tinham. No corte final (inicial!) foram de mais de 4 horas. Mas quando o espectador sente essa falta de tom, essa irregularidade temporal, e uma trama picotada, é sinal que algo não está certo. “Árvore da Vida” tem uma versão de diretor de 6 horas, mas a versão de cinema (de pouco mais de 2 horas) não nos dá hora alguma a impressão de trama picotada ou correria pra se contar algo, pelo contrário. Ok, são filmes completamente diferentes e com narrativas distintas, mas eis um exemplo de como essa questão de duração não deveria ser um problema tão grande. Era só cortar algumas sub-subtramas inúteis, enxugar um pouco aqui e ali, e ia ficar bem melhor. Cito também um pequeno take que é onde Gordon observa na tv do seu apartamento no hospital o Batman nas ruas; Daí passam algumas cenas de ação e esse EXATO plano é repetido (sendo que o Batman nem deveria estar de moto nessa segunda vez, mas sim com tal nave de nome peculiar). Reaproveitamento de cena. Amador, não? Depois falam do pobre do Michael Bay…

Puxando esse último ponto, lembro-me de uma conversa que dizia que AS ÚLTIMAS CINCO PÁGINAS DO ROTEIRO DE ‘TDKR’, QUE SÓ CINCO PESSOAS TINHAM LIDO, ERAM TODAS EM CGI. Lenda urbana ou não, me faz refletir. Qual seria o final que Nolan tinha dado para o seu Batman? Teria ele destruído toda a Gothan? (que foi o que eu achei que deveria ter acontecido). O que houve? Esse é só um dos poréns, mas um dia eu desejo poder ver a versão do diretor de TDKR, com suas 4h e tantas. Talvez aí possa ver até onde foi “culpa” do Nolan ou não.

Apesar de não parecer (e do leve sarcasmo e alfinetadas), eu gostei desse filme. Gostei mesmo. E justamente por ter gostado que eu me sinto na obrigação de não poder relevar esse pontos, e perceber que apesar dos pesares, mesmo com todos esses poréns, o filme tem um resultado bastante positivo em sua equação final. Vale citar que ele sofreu um tanto por ser precedido de “TDK” e “A Origem” (filmes que denotam um crescente amadurecimento do Nolan) e também por todo o hype criado pela divulgação (e claro pelo infame acontecimento em Aurora).

Então, após expulsar essas inquietações sobre o filme, resta lembrar de todas as coisas boas. Do soberbo Michael Caine, do elenco ótimo, e dos tantos acertos de diversas ordens. Me resta lembrar da bela cena de milionários num baile de máscaras (à lá “De Olhos Bem Fechados”), e de Anne Hathaway seduzindo os espectadores ao som de Ravel, dizendo: ”There’s a storm coming, Mr. Wayne. You and your friends better batten down the hatches, because when it hits, you’re all gonna wonder how you ever thought you could live so large and leave so little for the rest of us.”. Penso nisso e em tantas outras coisas, principalmente de como o arco da trilogia foi bem encerrado como um todo, numa história que se mostra planejada desde o início. Algo raro de se ver hoje em dia. Algo raro.

Nota: 8. (Que foi alcançada, também, pelo trabalho excelente do mestre Hans Zimmer, esse o verdadeiro arquiteto de emoções.)

😉

4DX – Macro XE – Cinépolis – Salvador

Na última sexta (13/07), ocorreu o lançamento do mais novo complexo de salas de cinema em Salvador. Estreando juntamente com o Shopping Bela Vista, as nove salas da rede Cinépolis contam com duas novidades excepcionais para o mercado soteropolitano: As salas 4D e Macro XE.

Na segunda (16/07), ocorreu uma cabine de imprensa de “A Era do Gelo 4” (na sala 4D) antecipada de uma breve coletiva de imprensa. Nessa conversa, o presidente da Cinépolis no Brasil, Eduardo Acuña, comentou um pouco sobre os vislumbres da empresa ao implementar tal tecnologia aqui.

Acuña falou que existem mais de 100 mil salas de cinema no mundo, e somente 30 delas são 4D, sendo que dessas 30, somente 2 se localizam na América do Sul, sendo uma em São Paulo, e outra aqui, em Salvador. O “4D” consiste em uma sala onde cada poltrona tem cabeamento individual, permitindo responder à comandos do software (vibra, se movimenta, tem saídas individuais de som, ‘pistolas’ de ar – de onde saem jatos de vento, borrifos de água, dentre outros), além de outros recursos técnicos da sala em geral, como grandes ventiladores, lâmpadas brancas – para emular tempestades, por exemplo, fora a qualidade excepcional de som, e a imagem digital em altíssima definição.

Nem todos os filmes são convertidos em 4D (obviamente). Trata-se de um processo onde o estúdio envia o filme para os laboratórios da empresa coreana CGV, aprx. 2 meses antes do lançamento mundial, e lá eles fazem os efeitos específicos de cada cena, que posteriormente passa pela aprovação do estúdio. Essa tecnologia é exclusiva da rede Cinépolis, visa aumentar a percepção do espectador, e o fazer estar literalmente dentro do filme. De acordo com Acuña, somente a sala 4D, por si só, é tão cara quanto um complexo inteiro de cinemas (por isso o preço mais elevado, R$ 55). No mais, a cada dia são feitas revisões e ajustes na sala, para certificar que todos os recursos funcionem corretamente.

Já a sala Macro XE (Extreme Experience), é outra grande novidade para a população soteropolitana. Na falta de uma sala IMAX (conhecida mundialmente pela qualidade de imagem e som, além da tela gigantesca), a Cinépolis traz uma sala que equivale a IMAX em qualidade (13.000 watts de potência sonora, tela grande e excelente nitidez de imagem, gerada por dois projetores 4K). Com poltronas extremamente confortáveis, recostáveis, com braços individuais (para acabar com a briga sobre “- De quem é esse refrigerante?”, brinca Acuña), marcadas numericamente, além de maior espaço de trânsito pela sala, a Macro XE tem um preço mais acessível (em torno de R$28 nos fins de semana e feriados, quase igual ao preço de uma sala 3D convencional), mas com uma qualidade incomparável aos cinemas da cidade. De acordo com Acuña, essa sala tem a maior tela dos mercados Norte-Nordeste.

Sobre o porquê de ter escolhido o público soteropolitano, Acuña explica: “O público de Salvador ama cinema. Além de ter um número desproporcional de salas – se comparadas ao número de habitantes na cidade, vemos o maior número de pessoas por cinema no Brasil”. Já em funcionamento, o novo cinema pretende exibir parte das próximas olimpíadas, além de outros eventos excepcionais (como ballet, concertos e finais de campeonatos). Para a sala 4D, Acuña adianta: “Não vamos somente exibir novos filmes, mas também relançar outros títulos famosos para que o público tenha a oportunidade de redescobrir os filmes já conhecidos”. Dentre a lista de futuros lançamentos na sala 4D, estão “Abraham Lincon: O Caçador de Vampiros”, “O Hobbit: Uma Jornada Inesperada”, “Os Vingadores”, “Titanic”, “Avatar” e “O Legado Bourne”.

TDKR tem 14 min. de sua trilha divulgados

The Dark Knight Rises estreia nesse mês, e a expectativa não podia ser maior. Para ir amenizando a ansiedade dos fãs, foram liberados 14 min da trilha sonora do novo filme do Batman, com amostras de aproximadamente 60 seg de cada faixa. O compositor Hans Zimmer afirmou que esse seu trabalho “será épico!”, e com tamanho talento e prestígio que Zimmer tem, não duvido disso. As amostras nos indicam como será o tom do filme, e a trilha aparenta ser realmente excepcional. Enquanto dia 27/07 não chega (20/07 nos E.U.A), ficamos com aperitivos como esses. Segue abaixo a colagem dos áudios:

Oz: Mágico e Poderoso

Saiu essa semana o primeiro (e belíssimo) pôster de “Oz: Mágico e Poderoso”. O filme dirigido por Sam Raimi (Trilogia Homem Aranha, Evil Dead, Arrasta-me Para o Inferno), é um “prequel” do filme “O Mágico de Oz”, e investiga a origem do personagem-título. O longa é protagonizado por James Franco, e o elenco ainda conta com Mila Kunis, Michelle Williams, Rachel Weisz, Bruce Campbell, entre outros. A estréia é prevista para 08 de Março de 2013 nos E.U.A.